Vendas do comércio – Julho de 2026

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Vendas do comércio – Julho de 2026

O volume de vendas do comércio brasileiro recuou 0,8% em julho, na comparação com junho, mostram dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Vendas do varejo recuaram 0,8% frente a junho. A variação apresentada pela PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) foi sustentada por cinco das oito atividades pesquisadas. Com a queda mensal, a média móvel trimestral do setor registrou variação negativa de 0,1%.

Setor de móveis e eletrodomésticos (-4,9%) guiou perda. As baixas foram seguidas por livros e papelaria (-4,2%), tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%).

Por outro lado, o comércio varejista ampliado subiu 0,4%. O resultado que inclui veículos e material de construção representa uma recuperação após a queda de 1,1% registrada no mês anterior. Com a variação, a média móvel trimestral para o comércio ampliado ficou negativa em 0,3% entre maio e julho.

Retração das vendas atingiu a maior parte do país. O recuo do comércio atingiu 20 dos 27 estados. No mês, Amapá e Tocantins tiveram as maiores quedas, ambos com recuo de 2,5%, seguidos por Mato Grosso, com perda de 2,2%. Entre os avanços, destacam-se Espírito Santo (+3%), Sergipe (+1,3%) e Rondônia (+1,1%).

Comparação anual

Comércio varejista acumula uma alta de 1,8% no ano de 2026. Na comparação com julho de 2025, o crescimento foi de 1,2%, o que aponta sustentação em médio prazo.

Setor de artigos farmacêuticos e perfumaria avançou pelo 41º mês seguido> Na comparação anual, segmento avançou 0,6% em relação a junho e acumula ganho de 5,1% em doze meses.

Segmento de automóveis e motos voltou a crescer no acumulado de 12 meses. A alta é a primeira registrada pelo segmento desde 2025. A atividade teve alta de 0,3% em julho e acumula avanço de 3,2% no ano.

Pesquisa acompanha o comportamento do comércio varejista no Brasil. Para a coleta dos resultados, o IBGE apura a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.