Três diretores votaram por um aumento imediato de 0,25 ponto percentual dos juros. Beth M. Hammack, Neel Kashkari e Lorie K. Logan defenderam a alta para evitar a necessidade de um aperto ainda mais drástico no futuro, argumentando que a pressão sobre os preços continua generalizada.
Muitos participantes do comitê alertaram que as condições financeiras atuais podem não ser restritivas o suficiente para controlar a inflação. “Muitos participantes avaliaram que um aperto na política monetária provavelmente será necessário se a inflação não recuar”, registrou o documento oficial do banco central americano.
Pressão inflacionária
O conflito geopolítico no Oriente Médio e os investimentos em IA (Inteligência Artificial) foram apontados como motores da inflação persistente. A escalada das tensões na região elevou os preços do petróleo, enquanto a corrida por IA aumentou a demanda e os preços de insumos como chips, aço e eletricidade.
Os dados oficiais de maio mostraram que a inflação ao consumidor acumulada em 12 meses estava em 4,1%. O núcleo do índice ficou em 3,4%, ambos bem acima do objetivo de longo prazo de 2% estipulado pelo Fed.
O Federal Reserve tem compromisso com a inflação e o desemprego. O duplo mandato da autoridade monetária norte-americana envolve manter a inflação na meta de longo prazo em 2% e promover o mais alto nível de emprego compatível com a estabilidade de preços, evitando que o excesso de demanda resulte em uma elevação persistente dos preços.
