Nas apurações e cálculos de Romão, a inflação de alimentos no domicílio mostrará uma escalada, com altas mensais perto de 1%, nos três meses finais de 2026, por fatores sazonais e piores condições climáticas. Com base nessas projeções, a alta acumulada em 12 meses sairia de 2,5% em julho para 7,2% em dezembro. Trata-se de elevação forte, próxima da alta de 8,2% de 2024 e longe do avanço bem mais moderado de 1,4% no ano passado.
A deflação em alimentos, assim como em preços de bens industriais em julho, deve-se, conforme avaliação do economista José Francisco Lima Gonçalves, também especialista em acompanhamento de preços e da conjuntura econômica, a fatores sazonais e à atividade mais fraca.
Perspectivas de um freio na economia, destaque da ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de agosto, que reduziu a taxa básica de juros (taxa Selic) de 14,25% a 14%, também divulgada nesta terça-feira (11), ajudam a explicar também o ambiente no segmento de serviços.
Preços nos serviços cedem, mas continuam altos
Descontados fatores mais voláteis, como passagens aéreas, os preços dos serviços estão subindo menos, mas ainda registram altas fortes. Serviços intensivos em trabalho, que refletem mais diretamente as condições do mercado de trabalho e dos salários, ainda acumularam, em julho, alta de 7,3%.
A tendência de pequeno recuo na marcha do crescimento econômico e da inflação nos próximos meses é sancionada pelo mais recente Boletim Focus, que divulga a mediana das projeções do mercado financeiro para indicadores econômicos.
