“A via política será retomada em Roma no início de setembro, e as conversações continuarão enquanto isso em Beirute, Jerusalém e Washington”, disse o funcionário, sob condição de anonimato.
“Estamos satisfeitos com a forma como as coisas estão evoluindo. O marco está em processo de implementação, as primeiras zonas-piloto estão operacionais e os grupos de trabalho harmonizaram sua terminologia, seus mapas e seus procedimentos”, destacou o funcionário, ao relatar uma sétima sessão de conversações realizada na semana passada em Roma.
Israel e Líbano, ainda tecnicamente em estado de guerra, assinaram no fim de junho um acordo-quadro que prevê o deslocamento do Exército libanês para “zonas-piloto” evacuadas por Israel – que continua ocupando parte do sul do país – condicionado ao desarmamento do Hezbollah.
O movimento islamista rejeitou esse acordo em várias ocasiões e se recusa a depor as armas.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde junho, Israel continua realizando ataques pontuais no Líbano.
O funcionário americano afirmou que, durante a última rodada de conversações em Roma, as discussões haviam sido atrasadas devido a ataques israelenses, mas que o Grupo de Coordenação Militar para o Líbano havia conseguido “fornecer rapidamente informações precisas às duas partes”, o que facilitou a comunicação.
