Baryshnikov Arts estuda parceria com Festival de Joinville

Início Família Baryshnikov Arts estuda parceria com Festival de Joinville
Baryshnikov Arts estuda parceria com Festival de Joinville

A primeira visita do italiano Carlo Di Dio ao Brasil pode resultar em uma parceria entre o Festival de Dança de Joinville e instituições artísticas de Nova York. Ex-bailarino e atual integrante do conselho de administração do Baryshnikov Arts, centro criado por Mikhail Baryshnikov, ele acompanhou a 43ª edição do evento catarinense com a missão de identificar talentos e estudar possíveis intercâmbios.

Di Dio, que também integra o conselho do New Jersey Ballet, afirmou que ficou impressionado não apenas com o nível dos jovens bailarinos, mas com a estrutura criada para que eles possam se concentrar na formação.

a - Instituto Festival de Dança de Joinville/Divulgação - Instituto Festival de Dança de Joinville/Divulgação

A visita de Carlo Di Dio pode resultar em parceria entre o Festival de Dança de Joinville e o Baryshnikov Arts

Imagem: Instituto Festival de Dança de Joinville/Divulgação

“Não se trata apenas de encontrar o talento e o artista, mas de investir neles. A quantidade de organização necessária para fazer tudo isso acontecer me impressionou muito. A logística permite que os jovens se concentrem no que realmente precisam, que é dançar e aprender com os professores”, afirmou.

O objetivo de sua passagem por Joinville foi conhecer o Festival de perto antes de desenhar qualquer proposta formal. Entre as possibilidades estão intercâmbios, cursos de verão nos Estados Unidos, residências para coreógrafos e a vinda de profissionais internacionais ao Brasil.

“A minha missão é abrir portas para esses jovens e oferecer a oportunidade de passar algumas semanas ou meses expostos a outra cultura e a outro nível de trabalho. É muito importante que eles saiam de sua zona de conforto”, explicou.

O executivo ressaltou, porém, que ainda não existe um acordo fechado. A próxima etapa será identificar quais projetos podem atender aos interesses das instituições envolvidas e dos artistas brasileiros.

“Vamos continuar conectados, realizar reuniões e estabelecer um plano estratégico para entender como e onde podemos colaborar. Gosto da palavra parceria porque, para mim, ela significa uma relação em que riscos e benefícios são divididos igualmente”, disse.

Di Dio também mencionou a possibilidade de aproximar escolas brasileiras de programas intensivos promovidos por companhias norte-americanas. As atuais dificuldades para a concessão de vistos nos Estados Unidos, entretanto, podem exigir outros formatos, como trazer professores, coreógrafos e projetos ao Brasil.

Mais do que descobrir novos bailarinos, ele acredita que a força de Joinville está na estrutura construída ao longo de mais de quatro décadas. “É um festival nacional, mas pode se tornar ainda mais internacional com as conexões, a estratégia e o posicionamento corretos. O que foi criado aqui é realmente extraordinário.”