O resultado financeiro combinado da BB Seguridade e de suas investidas somou R$ 909,1 milhões, líquido de impostos, com alta de 16,0% no semestre. A companhia atribui o avanço ao aumento da rentabilidade dos ativos financeiros do grupo.
O negócio de seguros teve leve queda de 0,8% no lucro líquido gerencial recorrente do semestre. O resultado foi puxado por uma retração de 2,3% no resultado operacional não decorrente de juros e de 3,8% no resultado financeiro da área. Os prêmios emitidos recuaram 3,5%, principalmente por causa da redução nos seguros agrícola, penhor rural e vida. Em contrapartida, os seguros de vida para produtor rural cresceram 14,9% e o seguro residencial avançou 22,9%.
A previdência foi o destaque de crescimento do grupo. A Brasilprev teve lucro líquido gerencial de R$ 875,5 milhões no semestre, alta de 13,5% ante o primeiro semestre de 2025. O avanço veio principalmente do resultado operacional não decorrente de juros, com as receitas de taxa de gestão subindo 6,9% e o índice de eficiência melhorando 2,4 pontos percentuais, além de um salto de 40,7% no resultado financeiro da área.
A captação de recursos também mudou de direção. A Brasilprev teve captação líquida de R$ 2,8 bilhões no semestre, revertendo o resgate líquido de R$ 5,2 bilhões registrado um ano antes. A companhia atribui a virada ao crescimento de 7,0% das contribuições dos clientes e à queda dos índices de resgate e portabilidade. Já em julho, fora do período coberto por este balanço, a Brasilprev atingiu a marca de R$ 500 bilhões em ativos sob gestão, segundo a empresa.
O negócio de capitalização teve lucro líquido de R$ 179,3 milhões no primeiro semestre de 2026, alta de 40,5% sobre o mesmo período de 2025. O resultado financeiro da área cresceu 38,8%, impulsionado pela alta da margem financeira e pela expansão do saldo médio de ativos. Segundo dados da Susep referentes a maio, a Brasilcap, empresa de capitalização do grupo, mantinha a liderança do mercado, com R$ 11,5 bilhões em reservas, equivalentes a 25,7% do total.
A BB Corretora, braço de corretagem do grupo, teve lucro líquido de R$ 1,7 bilhão no semestre. O valor ficou praticamente estável em relação ao primeiro semestre de 2025.
