“É importante estabilizar a inflação subjacente em 2%. Nossa fase de política monetária mudou”, disse Ueda em sua declaração mais enfática até o momento sobre a determinação do banco central em combater as pressões sobre os preços por meio de aumentos contínuos dos juros.
Ueda disse que não descartaria nem aumentos consecutivos nem altas de 0,5 ponto percentual. Ele ressaltou, no entanto, que o Banco do Japão pretende agir preventivamente para evitar ser forçado a tomar medidas drásticas que possam desestabilizar os mercados financeiros.
“A mensagem de Ueda parece ser que o Banco do Japão mantém em aberto a opção de novos aumentos nos juros e está acompanhando de perto a inflação para estabilizá-la”, disse Vasu Menon, diretor-gerente de estratégia de investimentos do OCBC em Cingapura.
“De modo geral, a decisão do Banco do Japão e os comentários de Ueda apontam para uma postura moderadamente dura (hawkish) no médio prazo. No entanto, a mensagem para o curto prazo não é firme o suficiente para provocar uma reprecificação significativa do iene.”
Na reunião de dois dias que terminou nesta sexta-feira, o banco central elevou sua taxa básica de juros de 1% para 1,25% por sete votos a dois. Os membros mais favoráveis a juros baixos da diretoria, Toichiro Asada e Ayano Sato, discordaram da decisão.
O movimento segue os aumentos nas taxas de juros realizados por seus pares europeus e norte-americanos, destacando o foco dos bancos centrais nos riscos globais de inflação causados pelo aumento nos custos de energia devido à guerra no Irã, pelas políticas fiscais expansionistas e pela crescente demanda por investimentos em inteligência artificial (IA).
