BC reduz taxa de juros para 13,75% ao ano no último corte antes da eleição

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BC reduz taxa de juros para 13,75% ao ano no último corte antes da eleição

A meta oficial da inflação é de 3%. Com permissão para oscilar 1,5 ponto percentual para mais ou menos, o objetivo será cumprido se o IPCA terminar o ano entre 1,5% e 4,5%.

A deflação de agosto ficou em 0,32%. A alta oficial de preços foi de 0,06% em julho e de 0,16% em junho. Nos 12 meses finalizados em agosto, o IPCA caiu para 4,22%, portanto abaixo do teto da meta (4,5%). O resultado do IPCA de setembro será divulgado em 9 de outubro, enquanto a prévia da inflação para o nono mês do ano sairá na sexta-feira da semana que vem (25).

O que diz o mercado?

Especialistas recomendam cautela para novos cortes. “A deflação de agosto foi amplificada por fatores temporários [redução na conta de luz] e por movimentos em commodities (petróleo, alimentos) que podem se reverter. Além disso, a inflação de 12 meses ainda está acima do centro da meta [que é 3% ao ano], e o Comitê tende a priorizar a convergência plena”, avalia Roberto Simioni, economista-chefe da Blue3 Investimentos.

O risco também pode ser eleitoral e climático. “Possíveis movimentos abruptos da taxa de câmbio em meio à proximidade do processo eleitoral somam-se à cautela necessária diante dos impactos potenciais do El Niño sobre os preços de alimentos a partir do 4º trimestre deste ano”, o que pode pressionar a inflação, escreve em nota o Banco Daycoval.

Outro problema é o aumento da dívida pública, que já superou os 80% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto). “Sem um controle real dos gastos públicos, não vejo espaço para redução dos juros até o fim do ano. E com a inflação pressionada, o Banco Central não tem margem para iniciar cortes de curto prazo”, diz Jeff Patzlaff, especialista em investimentos.