Atenções do mercado estão voltadas para a decisão de política monetária dos EUA. O Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos, define no início da tarde o novo patamar da taxa de juros da maior economia do mundo. O anúncio será feito às 15h (horário de Brasília) e seguido por uma coletiva para justificar a decisão.
Expectativas apontam para primeira elevação dos juros nos EUA desde 2023. Para 92,5% dos analistas, o Fed vai elevar as taxas de referência em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, mostra o monitoramento do CME Group. Se confirmada, a alta será a primeira desde julho de 2023, quando a taxa de referência subiu de 5,25% para 5,5% ao ano.
Inflação deve ser principal motivação para o aumento dos juros. A recente aceleração do índice de preços dos Estados Unidos reforça as perspectivas para a decisão a ser tomada pelo Fed. No acumulado de 12 meses até agosto, a inflação ao consumidor norte-americano permaneceu em 3,4%, variação 1,4 ponto percentual acima da meta de 2% trilhada pelo Fed.
Cotação do petróleo apresenta leve queda pela manhã. Por volta das 7h25, os contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para novembro, recuavam 0,8%, para US$ 107,79 por barril. A leve queda foi originada após dados apontarem aumento nos estoques de petróleo norte-americanos.
Europa e Ásia
Bolsas europeias se recuperam após duas sessões consecutivas de perdas. O índice pan-europeu Stoxx 600, que acompanha 600 empresas do continente, avançava 0,48%, aos 637,24 pontos, às 7h29, acompanhado por valorizações do FTSE de Londres (+0,55%), do CAC 40 de Paris (+0,43%), do DAX de Frankfurt (+0,19%) e do FTSE de Milão (+0,62%).