Na nota divulgada hoje, o governo afirma que adotou as medidas necessárias para atender aos requisitos europeus. Diz ainda que enviou documentação sobre as cadeias de aves, pescados, carne bovina, ovos e mel.
Brasil também aceitou uma auditoria solicitada pela UE nas cadeias de aves e mel. A inspeção começou em 24 de agosto e está prevista para terminar amanhã. Técnicos europeus estão verificando os procedimentos de controle e fiscalização adotados no país.
Auditoria é considerada importante para uma possível reversão das restrições. Segundo informações obtidas pela colunista do UOL Janaína Figueiredo, existe expectativa de que frango e mel possam voltar a ser exportados para o bloco depois da conclusão da avaliação. Para a carne bovina, porém, o processo pode ser mais longo.
Pode haver retaliação se a situação não mudar. A nota diz que o Brasil poderá recorrer aos instrumentos de reciprocidade previstos na legislação nacional, aos mecanismos do acordo Mercosul-UE e ao sistema multilateral de comércio.
Governo brasileiro reclama ainda da falta de diálogo antes da decisão europeia. Segundo a nota, Brasília manifestou “indignação” com a retirada do país da lista sem uma negociação prévia e afirma que isso não seria compatível com a dimensão da parceria estratégica entre Brasil e União Europeia.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também tentou intervir diretamente. No fim de julho, enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pedindo a retirada do Brasil da lista de países sujeitos à restrição. Até a véspera da entrada em vigor do embargo, segundo informações obtidas pelo UOL, a carta não havia sido respondida.
