Cerca de 285 objetos que fizeram parte da vida da atriz francesa, Brigitte Bardot, serão colocados à venda em Paris no dia 21 de setembro, informou a casa Millon à agência de notícias AFP essa semana.
O resultado da venda desses lotes, avaliados entre 20 e 10.000 euros (entre 120 e 60.300 reais), será destinado à Fundação Brigitte Bardot e a Nicolas-Jacques Charrier, filho único da atriz e ativista, falecida aos 91 anos em dezembro do ano passado.
Os itens vêm das duas casas que a atriz possuía em Saint-Tropez (sudeste da França) e de seu apartamento parisiense.
“Os objetos apresentados são aqueles de que ela gostava especialmente, porque representam sua segunda vida”, ressalta no catálogo Ghyslaine Calmels, diretora-geral da Fundação Bardot. Entre chapéus de palha, óculos e camisolas, a coleção reúne peças pessoais da atriz francesa.
A responsável pela venda será a casa de leilões Millon. Antes da sessão, o público poderá conhecer os objetos durante uma exposição no Hôtel Drouot, em Paris, entre os dias 15 e 20 de setembro.
Entre os itens relacionados à carreira de Bardot está um cartaz de “E Deus Criou a Mulher”, filme de 1956 dirigido por Roger Vadim. A peça estava guardada em La Madrague e foi avaliada entre 100 e 200 euros. A produção teve papel decisivo na trajetória internacional da atriz e ajudou a consolidar sua imagem como um dos grandes símbolos do cinema francês.
A coleção foi reunida a partir de diferentes imóveis que pertenceram a Bardot. Entre eles estão as antigas residências La Madrague e La Garrigue, em Saint-Tropez, além do apartamento que ela mantinha em Paris.
Nascida em Paris em 28 de setembro de 1934, Brigitte Bardot começou a atuar ainda jovem e teve pequenas participações antes de alcançar maior reconhecimento. Em 1953, participou de “Mais Forte que a Morte”, filme americano exibido no Festival de Cannes e estrelado por Kirk Douglas. Mas foi três anos depois que sua carreira ganhou projeção internacional com “E Deus Criou a Mulher”.
