Subiu para 67 o número de corpos encontrados no litoral de Ceuta, segundo dados informados à agência EFE por fontes da Delegação do Governo na cidade autônoma. A Guarda Civil mantém buscas contínuas na região em busca de outras vítimas.
O retorno também ocorreu por relatos de hostilidade e superlotação na cidade. O jornal ‘El País’ relatou que parte dos migrantes decidiu voltar por conta própria após maus-tratos de moradores, que jogaram pedras e fizeram ameaças, ou por ‘ter gente demais’ em Ceuta.
Espanha estima que cerca de 50 mil migrantes entraram em Ceuta em um dia. O governo espanhol citou números reportados por agências e jornais, enquanto o presidente do território, Juan Jesús Vivas, falou em 60 mil; o Departamento de Segurança Nacional chegou a divulgar 49 mil, mas apagou a publicação, segundo a Reuters.
Travessias ocorreram principalmente pelo mar, contornando a passagem terrestre. Imagens mostraram pessoas nadando a partir do lado marroquino, usando boias e outros objetos de flutuação, e a Guarda Civil disse que a entrada aconteceu ‘em massa pelo mar’ pelo quebra-mar de Tarajal.
O fluxo já deixou dezenas de mortos, e as buscas seguem perto da fronteira. As autoridades espanholas relataram mortes durante a travessia, e equipes de mergulhadores atuam na região para localizar vítimas.

