Segundo os documentos do processo, comunidades adotam esse modelo em razão dos impactos sociais associados ao consumo de álcool. Dependendo da quantidade transportada e dos antecedentes do acusado, a infração pode deixar de ser uma contravenção de menor gravidade e passar a ser tratada como crime mais grave.
Como começou o caso
O processo teve início em abril de 2012. Kenneth Jouppi, piloto de táxi-aéreo e proprietário de um Cessna U206D, preparava-se para transportar uma passageira de outra região até Beaver quando policiais estaduais cumpriram um mandado de busca na aeronave. Durante a inspeção, encontraram vários litros de cervejas que seriam levadas ao marido da passageira, morador da comunidade.
Os policiais locais afirmam que um pacote com seis cervejas estaria em uma sacola transparente, e que o piloto tinha como ver o pacote e escolheu ignorar a situação, adotando uma postura de cegueira deliberada.
Jouppi afirmou que desconhecia a presença da bebida na bagagem da cliente. Ainda assim, foi condenado por transportar álcool para uma vila seca e recebeu a pena mínima prevista na legislação: três dias de prisão e multa de US$ 1.500.
Paralelamente, o Estado do Alasca iniciou um processo para confiscar a aeronave utilizada no voo. A disputa sobre a apreensão já se arrasta há mais de uma década.