Como marcas continuarão importando em um mundo indiferente?

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Como marcas continuarão importando em um mundo indiferente?

A ideia é que a diminuição da expectativa em relação ao futuro aumenta a pressão pelo presente: consumidores querem respostas mais rápidas, soluções que eliminem etapas e experiências capazes de reduzir a distância entre desejo e satisfação.

Nesse ambiente, a lealdade também se torna mais difícil de sustentar. “Vivemos a passagem de uma economia da atenção para uma economia da impaciência”, afirma Luciano Deos, CEO do Gad. “Diante de um mercado com tantas alternativas, ninguém quer mais ficar preso a algo, e a lealdade às marcas precisa ser reconquistada todos os dias”, afirma o executivo.

Relevância generativa

Um dos reflexos dessa transformação está na inteligência artificial. O estudo cita levantamento da Capgemini segundo o qual 58% dos consumidores globais afirmaram ter substituído mecanismos tradicionais de busca por IAs generativas em 2025, contra 25% em 2023.

Quando alguém pergunta a ferramentas como ChatGPT, Gemini ou Claude qual produto comprar ou qual empresa contratar, a tecnologia pode apresentar uma recomendação pronta, fazendo com que algumas marcas apareçam e outras sequer sejam consideradas.

É o que o Gad’ chama de “relevância generativa”: além de disputar espaço na cabeça do consumidor, as empresas passam a precisar ser compreendidas e citadas pelas próprias máquinas.