Diplomatas do Irã publicam mapa reivindicando a Califórnia

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Diplomatas do Irã publicam mapa reivindicando a Califórnia

Diplomatas iranianos na Índia reagiram à publicação do presidente dos EUA, Donald Trump, reivindicando o Estreito de Ormuz como novo território americano, publicando um mapa dos Estados Unidos com a Califórnia em destaque sob a legenda “NOVO TERRITÓRIO DA REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÔ.

Embora a publicação do consulado de Teerã em Hyderabad tenha um tom humorístico, a Califórnia abriga a maior população de imigrantes iranianos nos EUA, segundo o Migration Policy Institute.

A maioria vive na região de Los Angeles, e muitos moradores de origem persa chamam a cidade de “Tehrangeles” — uma fusão dos nomes Teerã e Los Angeles.

As opiniões entre a diáspora estão divididas em relação à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã: alguns esperam que o conflito leve à queda do atual governo, enquanto outros temem que a estratégia gere um efeito contrário.

Publicação de Trump

Mais cedo, nesta terça-feira, Trump publicou uma imagem nas redes sociais que mostra o Estreito de Ormuz identificado como “Novo Território dos EUA”.

A imagem de um mapa inclui um círculo em torno da via navegável estratégica, situada entre o Irã e o Omã, na entrada do Golfo Pérsico, com as palavras “Novo Território dos EUA” exibidas sobre a área.

A publicação do presidente no Truth Social foi feita um dia depois de ele ter dito que declarar o Estreito um território dos EUA era uma “ótima ideia”.

“Quero dizer que nós o controlamos”, disse Trump a repórteres no Salão Oval, ao ser questionado sobre o que quis dizer na semana passada, quando afirmou que logo declararia Ormuz como um território dos Estados Unidos.

“Nós o controlamos com o bloqueio, e gosto da ideia de declará-lo um território”, acrescentou o presidente.

O Estreito de Ormuz surgiu como uma importante moeda de troca na guerra com o Irã. Essa via, de importância estratégica vital, foi efetivamente fechada pelo Teerã desde o início dos combates, no final de fevereiro, interrompendo uma rota fundamental para o transporte global de petróleo.

Especialistas afirmaram que nenhum dos lados tem controle total da via navegável.