Dólar cai a R$ 5,10 e Bolsa sobe com eleições e petróleo a US$ 107

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Dólar cai a R$ 5,10 e Bolsa sobe com eleições e petróleo a US$ 107

Hoje, o Banco Central atuou no mercado de câmbio. O órgão fez leilões simultâneos, sendo uma venda à vista de US$ 1 bilhão e uma operação de swap cambial reverso, também no valor de US$ 1 bilhão. A operação à vista injetou moeda americana no mercado, enquanto o swap cambial representou uma compra no mercado futuro pelo Banco Central.

Ibovespa abriu em queda, mas reagiu. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 chegou a perder 0,37% às 10h11, aos 184.945 pontos, mas recuperou o fôlego com ajuda das ações da Petrobras. O índice fechou o dia em alta de 1,42%, aos 188.268 pontos.

A divulgação de pesquisa eleitoral mudou o humor no mercado. “A Bolsa reverteu o sinal e passou a subir após a pesquisa Intel na parte da tarde, que mostrou a oposição subindo nas pesquisas”, diz Josias Bento, especialista em Investimentos e sócio da GT Capital. Pesquisa Atlas/Bloomberg indicou empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. “O mercado vê Flavio mais próximo de Lula no segundo turno com a expectativa que consiga criar uma política fiscal mais responsável com as contas públicas, e isso favorece a Bolsa.”

Ontem, o indicador caiu após sequência positiva. O Ibovespa teve queda de 0,93%, a 185.629 pontos, após ter acumulado ganho de 12% desde 17 de agosto, quando superou os 187 mil pontos pela primeira vez desde 6 de maio.

Já no exterior, preço do petróleo segue em alta firme e alimenta aversão a risco nas Bolsas. O contrato futuro para o barril do tipo Brent subiu 6,34%, negociado a US$ 107,63, maior cotação desde 17 de maio para fechamento. O avanço mantém o barril acima do patamar de US$ 100, que voltou a ser superado com a escalada de tensões no Oriente Médio.

Novas ações impactam mais um ponto de logística da indústria petrolífera. Forças ligadas ao Irã e aos houthis atacaram e assumiram hoje o porto de Mokha, que estava sob controle do governo do Iêmen, e que vinha servindo de alternativa ao Estreito de Hormuz como rota dos petroleiros. Em retaliação, o governo saudita ordenou ataques aéreos, espalhando a guerra pela região. Analistas apontam que a alta reflete a intensificação das tensões e o temor de interrupções no fornecimento.