Fluxo de recursos externos está negativo no mês. Segundo dados do Banco Central, o saldo entre saídas e entradas está negativo em US$ 2,6 bilhões até a última sexta-feira. O comportamento mantém viés de julho, quando déficit em transações correntes do balanço de pagamentos somou US$ 8,1 bilhões em julho de 2026, ante US$ 6,9 bilhões em julho de 2025.
Se a pressão for pontual, a atuação do BC tende a funcionar como um amortecedor e pode ajudar a manter o dólar próximo dos níveis atuais. Mas se houver uma deterioração do cenário externo ou aumento da percepção de risco, a intervenção terá efeito mais limitado. Jaqueline Neo, especialista em Câmbio e Crédito da Be.smart
Nos mercados globais, investidores aguardam fala de presidente do Fed. Com o petróleo em queda, as Bolsas da Ásia fecharam a última sessão desta semana sem direção única nesta sexta-feira, enquanto na Europa os índices apresentam viés positivo, com o preço do petróleo rondando a estabilidade. Mercados aguardam sinalizações sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos que podem ser dadas no discurso de Kevin Warsh, presidente do Fed (Federal Reserve), o Banco Central americano, no simpósio anual do órgão, evento conhecido como Jackson Hole.
Ibovespa busca oitavo pregão de alta. Ontem, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subiu 0,31%, a 175.135 pontos, sustentando viés positivo que começou em 18 de agosto. Deste então, o indicador subiu que começou teve variação mínima, subindo 0,01%, mas o suficiente para manter o ciclo positivo. Desde a última baixa, em 18 de agosto, o indicador subiu 5,3%.
Virada estancou 11 dias consecutivos de perdas. O fluxo de investidores estrangeiros, que respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3, apresentou melhora, após fortes retiradas nas três primeiras semanas. Nas últimas quatro sessões, o saldo tem sido positivo, entre aportes e retiradas desse grupo.
Corporativo
Ação da Petrobras oscila ao redor das máximas em três meses. Os papéis PN (preferenciais a dividendos) e ON (ordinárias com direito a voto) — que representam cerca de 12% do Ibovespa — subiram 3% ontem e fecharam a R$ 42,70, acompanhando a alta do preço do barril no exterior.
