Essa melhora do câmbio deve ser observada com cautela, principalmente diante das incertezas eleitorais e fiscais.
Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora
Ibovespa emendou a quarta alta seguida. Após abertura negativa, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 fechou em alta de 0,51%, aos 171.906 pontos.
Indicador alcançou três pregões de alta, após ter emendado 11 sessões seguidas de perdas. Segundo analistas, o fluxo de investidores estrangeiros, que respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3, sustentou a demanda por papéis de peso no indicador, como Petrobras e Vale na sexta-feira. Também houve a presença dos investidores locais institucionais, como fundos de pensão e grandes gestoras, que aportaram quase R$ 5 bilhões nas sessões da semana passada.
Analistas do BB Investimentos dizem que o Ibovespa vive momento de indefinição. Após idas e vindas, o índice entrou em uma zona de indefinição com intervalo entre 167 mil e 172 mil pontos. “A pressão baixista ainda está presente, dado que o patamar de precificação ainda fica abaixo da média móvel de 200 dias. No entanto, no gráfico diário, notamos uma tentativa de rompimento para cima da média móvel exponencial de 21 dias, associada às mudanças de regime da Bolsa no curtíssimo prazo”, diz o banco em relatório a clientes.
Preço do petróleo abre semana em queda após rondar máximas em dois meses. O contrato futuro do Brent com vencimento em outubro cedeu 2,3%, cotado a US$ 90,54. Agentes de mercado seguem monitorando negociações entre Estados Unidos e Irã, para reabertura do trânsito pelo Estreito de Hormuz, rota marítima na costa iraniana por onde escoavam 20% do fornecimento diário mundial da commodity antes da guerra.
Mercado mantém previsões de inflação e juros, mas vê alta menor do PIB. No Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com uma centena de agentes de mercado, a mediana para a inflação medida pelo IPCA seguiu em 5,02% no fim deste ano. Já a taxa básica de juros ainda deve cair 0,25 ponto percentual neste ano, dos atuais 14% ao ano para 13,75% ao ano. Já para o crescimento, a projeção caiu para 1,85% em 2026, contra previsão de avanço de 1,98% na semana passada.
