Durigan não virou voto, mas acalmou parte da Faria Lima

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Durigan não virou voto, mas acalmou parte da Faria Lima

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, conseguiu convencer alguns representantes do mercado financeiro de sua boa intenção para tentar gerar superávit fiscal — embora as medidas adotadas pelo governo para conter a escalada do gasto público sejam vistas como insuficientes. Em um encontro fechado, nesta segunda-feira, 17, com gestores e banqueiros em São Paulo, Durigan não virou votos, mas passou confiança ao expressar de forma categórica que melhorar o resultado fiscal é a prioridade de sua pasta.

Durigan falou por cerca de 15 minutos e depois respondeu a perguntas de uma plateia formada por cerca de 30 banqueiros e gestores, entre eles os CEOs do Citi, do Bank of America, do BNP Paribas, do Banco ABC, do BR Partners e da B3. As perguntas foram em tom cordial, sem confrontos, de acordo com o relato de um dos participantes.

“Ele tranquilizou as pessoas de que não tem um maluco na Fazenda. Mas não convenceu de que as medidas adotadas serão suficientes. Para causar uma mudança de sentimento em um cenário que está se deteriorando bastante, com muitas empresas entrando em recuperação judicial, vai ser preciso algum elemento novo na área fiscal”, disse uma fonte que participou do encontro.