
As campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo monitoraram ontem, em tempo real, a reação de eleitores indecisos ao desempenho de ambos os candidatos do governo de São Paulo no primeiro debate promovido pela Band. Uma questão chamou atenção dos estrategistas de ambos: a rejeição do eleitorado à numeralha e às tecnicidades exploradas pelos candidatos em diversos momentos do embate.
Um consultor que atua para Tarcísio resumiu a frustração captada junto ao eleitorado em uma sentença: “Foi um debate para nerds, não para o eleitor médio”. A mesma queixa foi captada na análise produzida para o PT. “[Eleitores] acham que em alguns momentos o debate ficou preso a dados e números, muito abstrato e de difícil comprovação imediata.”
Tarcísio de Freitas viveu bons momentos ao se afastar do tarifaço dos Estados Unidos, reconhecendo o efeito devastador da medida sobre a economia nacional e de São Paulo. Haddad teve seu brilho realçado pelas críticas à segurança pública no Estado, alvo de uma epidemia de roubos e assaltos, inclusive à mão armada, à qualquer hora do dia ou da noite.
