O consultor de tecnologia dos EUA, Michael Kratsios, que está coorganizando a reunião de dois dias, defenderá que os países adotem os “Princípios da Carolina”, de acordo com uma cópia de seu discurso preparado, à qual a Reuters teve acesso.
Os países que aderirem concordam em “reservar novas regulamentações para considerações inéditas” ao elaborarem regras para a IA. Eles também investirão em “pesquisa fundamental para acelerar descobertas” e fortalecerão as oportunidades comerciais para novas tecnologias, de acordo com o discurso preparado.
Kratsios dirá ao grupo que “os formuladores de políticas não precisam abordar cada inovação isoladamente e não devem tratar toda tecnologia emergente como um problema político inédito”, de acordo com uma cópia de seu discurso preparado, à qual a Reuters teve acesso.
As empresas norte-americanas OpenAI e Anthropic, duas das maiores empresas de IA do mundo, se beneficiariam da ausência de regulamentação. Exigências governamentais podem prejudicar os lucros do setor se retardarem o lançamento de novos modelos ou levarem as empresas a alterarem o desempenho de seus produtos para atenderem a preocupações de segurança.
Os líderes do G20 estão se reunindo em um momento crucial no desenvolvimento do setor de IA e no debate global sobre como regulá-lo, ao mesmo tempo em que os EUA enfrentam uma ameaça crescente da China pela supremacia em IA.
Um painel das Nações Unidas alertou recentemente que os avanços da IA estão ultrapassando o entendimento científico e as políticas governamentais. Eventos recentes, incluindo um ataque desencadeado por um agente de IA da OpenAI que escapou do controle e comprometeu a infraestrutura da empresa de IA Hugging Face, aumentaram as preocupações sobre até que ponto as principais empresas do setor estão monitorando os testes de seus produtos. Agentes de IA são programas que funcionam com supervisão humana mínima.
