Casas Bahia ainda ocupa cerca de 328 mil metros quadrados de galpões logísticos. Segundo a consultoria, eventuais ajustes adicionais podem afetar indicadores de vacância, disponibilidade e preços em mercados onde a companhia mantém operações relevantes, como Rio de Janeiro, Pernambuco e Extrema (MG).
Reestruturação representa mudança mais ampla do que a observada recentemente. O fechamento previsto de 298 lojas pela Casas Bahia supera em mais de onze vezes a redução de 26 unidades registrada nos 12 meses anteriores. Para o setor imobiliário, isso pode significar tanto a devolução de pontos comerciais atualmente ocupados pela varejista quanto uma revisão da necessidade de centros de distribuição e galpões regionais.
Empresa continua dependente das lojas para sustentar sua operação, diz consultoria. Em 2025, os estabelecimentos físicos da Casas Bahia responderam por 67,6% da receita bruta da companhia. Os endereços também serviam de pontos de retirada de produtos, trocas e concessão de crédito. Canal digital próprio cresceu 27,4% no primeiro trimestre de 2026. Esse crescimento sinaliza uma maior demanda por estruturas logísticas mais eficientes.
Armazenar produtos em galpões logísticos é muito mais barato do que em lojas, que estão localizadas em centros urbanos, com custos maiores de IPTU e aluguéis que condomínios logísticos. Então, não necessariamente a redução das lojas físicas pode impactar redução nos galpões logísticos. Giancarlo Nicastro, CEO e fundador da SiiLA
Prejuízo bilionário e recuperação judicial
Revisão dos imóveis ocorre em meio à crise financeira que levou a empresa a pedir recuperação judicial. Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, em processo que inclui algumas de suas principais subsidiárias, como Cnova Comércio Eletrônico, Bartira, Casas Bahia Tecnologia e empresas de logística do grupo.
