Gatekeeper ainda não deu aval para o novo DIP do Vasco

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Gatekeeper ainda não deu aval para o novo DIP do Vasco
Gustavo Cunha @gustavotutinha

GATEKEEPER AINDA NÃO DEU O OK AO NOVO DIP DO VASCO

O Gatekeeper protocolou nesta quarta-feira (19) uma manifestação sobre o novo financiamento DIP de até R$ 150 milhões e deixou claro: ainda não há parecer favorável ou contrário ao empréstimo.

A Administração Judicial já havia dado parecer FAVORÁVEL ao novo DIP. Agora, o Gatekeeper pediu uma série de documentos e esclarecimentos antes de apresentar sua manifestação definitiva.

Entre os principais pontos cobrados estão:

situação atual do caixa do Vasco e data do primeiro déficit;

comprovação de que os R$ 150 milhões são suficientes;

cenário caso a operação da UPI Equity atrase ou não seja concluída;

origem dos recursos e previsão do primeiro desembolso;

custo total do DIP, incluindo SELIC, taxas e demais encargos;

comparação entre as propostas da Almirante, Chenus e Daycoval;

garantias oferecidas;

responsabilidade do CRVG pelo aval;

e como funcionará uma eventual compensação do DIP com a operação da UPI Equity.

O ponto mais preocupante: segundo as informações apresentadas ao Gatekeeper, a insuficiência acumulada de caixa poderia chegar a aproximadamente R$ 210 milhões até o fim de 2026, considerando a conclusão da UPI Equity no período intermediário. O novo DIP de R$ 150 milhões foi dimensionado para cobrir as necessidades projetadas até o fim de outubro.

E o Gatekeeper fez outro alerta importante: a autorização judicial não garante, por si só, que o dinheiro estará disponível no prazo necessário. Por isso, ele quer comprovação da origem dos recursos, das condições para liberação e da data do primeiro desembolso.

Resumo da situação:

Administração Judicial: FAVORÁVEL

Gatekeeper: ainda sem parecer de mérito

Vasco: terá que apresentar os esclarecimentos e documentos solicitados.

Próximo passo: manifestação técnica definitiva do Gatekeeper.

Ou seja: o Gatekeeper não rejeitou o DIP. Mas também ainda não deu o tão esperado “sim”.

E isso mantém o novo financiamento de até R$ 150 milhões travado na fase de análise.

Fonte: X do jornalista Gustavo Cunha/Colina 1927

Podcast Cruzmaltino @PodCruzmaltino

VASCO | GATEKEEPER PEDE MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O DIP DE R$ 150 MILHÕES

O gatekeeper apresentou nesta quarta-feira (19) manifestação à 4ª Vara Empresarial do Rio sobre o pedido do Vasco para contratar um novo financiamento DIP de até R$ 150 milhões.

Importante: o documento não é contrário ao empréstimo, mas também ainda não representa parecer favorável do gatekeeper. A Administração Judicial já havia se manifestado favoravelmente, e agora o gatekeeper quer aprofundar a análise antes de emitir sua posição.

DIP anterior foi emergencial

Segundo informações prestadas pelos representantes do Vasco, o financiamento líquido de R$ 40 milhões autorizado em julho teve caráter emergencial e não foi estruturado para resolver toda a necessidade financeira até o fim do ano.

O novo DIP de R$ 150 milhões foi dimensionado para atender às necessidades projetadas até o final de outubro de 2026.

Situação do caixa

O gatekeeper pediu que o Vasco informe o caixa disponível, separando recursos livres, vinculados, bloqueados, comprometidos e indisponíveis.

Também quer saber a data e o valor do primeiro déficit projetado e qual seria a primeira obrigação que deixaria de ser paga.

O clube deverá apresentar fluxo diário até 31 de agosto, fluxo semanal de 13 semanas e mapa dos pagamentos de curto prazo.

Portanto, o documento não afirma que o caixa do Vasco ficará zerado em uma data específica. O objetivo é justamente identificar a real data crítica.

R$ 150 milhões serão suficientes?

O Vasco também terá que demonstrar como o empréstimo cobre a insuficiência projetada, o efeito de liberações parciais e integrais, o caixa operacional mínimo e até a possibilidade de nova captação ainda em 2026.

O gatekeeper quer saber se o DIP resolve a necessidade financeira apresentada ou apenas adia uma nova insuficiência de caixa.

Empréstimos anteriores

Também foram pedidos dados sobre a CCB nº 8.482 e o DIP de R$ 40 milhões: valores liberados, datas, utilização dos recursos, saldos disponíveis e comparação entre o projetado e o realizado.

Origem dos R$ 150 milhões

O Vasco deverá informar de onde virão os recursos, sua disponibilidade, eventual dependência de terceiros, aprovações necessárias e principalmente valor e data do primeiro desembolso.

O documento ressalta que a autorização judicial, sozinha, não garante que o dinheiro entre no prazo necessário.

Custo e propostas

O gatekeeper quer conhecer o custo total do empréstimo, incluindo SELIC, tributos, taxas, honorários, despesas, garantias e riscos contratuais.

Também pediu esclarecimentos sobre a comparação entre propostas de Almirante Participações, Chenus Investimentos e Banco Daycoval, para verificar se foram analisadas em condições equivalentes.

Garantias

Os recebíveis da Liga Forte União também serão analisados, inclusive para verificar se eventual execução poderia comprometer o caixa futuro do Vasco.

Outro ponto é eventual aval ou obrigação solidária do Club de Regatas Vasco da Gama, com análise do limite da responsabilidade e dos possíveis impactos sobre o Plano de Recuperação Judicial e as atividades do Clube.

Fiscalização dos desembolsos

O gatekeeper também quer regras claras para cada saque do DIP: documentos necessários, responsável pela verificação, conta de ingresso, comprovação da destinação e prestação de contas.

Resumo: a Administração Judicial é favorável ao DIP. O gatekeeper não rejeitou o empréstimo, mas ainda não deu seu parecer final. Antes disso, quer comprovação da urgência, situação real do caixa, suficiência dos R$ 150 milhões, custo, garantias, origem dos recursos e comparação das propostas.

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Fonte: X Podcast Cruzmaltino