Dólar cai a R$ 5,176 e Bolsa sobe puxada por ações da Petrobras e da Vale

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Dólar cai a R$ 5,176 e Bolsa sobe puxada por ações da Petrobras e da Vale

Ibovespa reage após onze pregões de queda. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 chegou a subir 2,17% às 11h30, para 169.951 pontos. Faltando 20 minutos para o fim da sessão, a variação era menor, de 0,86%, com Ibovespa a 167.784 pontos. O volume negociado foi de R$ 23,7 bilhões. A reação de hoje interrompe sequência de variações negativas: ontem, o indicador caiu 0,27%, para 166.334 pontos, menor patamar desde 20 de janeiro.

Desempenho positivo das ações de maior peso no Ibovespa sustenta a Bolsa. As ações da Petrobras, que representam 12,6% do índice das ações mais negociadas, e da Vale, que respondem por 11% do indicador, avançam com ordens de compra de aplicadores estrangeiros.

Decisão do Tesouro americano influencia mercados globais. O departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou hoje ampliação das operações de recompra de título no mercado. O plano é dobrar as compras para aumentar a liquidez para títulos de prazos mais longos, de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos. O tamanho máximo atual de US$ 2 bilhões por operação será de, pelo menos, US$ 4 bilhões por operação, segundo o órgão. Medida amplia recursos nas mãos dos mercados, que podem realocar capital para outros ativos.

A sinalização do Tesouro teve efeito imediato sobre as taxas de juros longas. A recompra anunciada contribui para melhorar o funcionamento do mercado e pode aliviar pontualmente a liquidez dos vencimentos longos. Fernando Saad, analista de alocação e inteligência da Avenue

Com maior liquidez nos Estados Unidos, estrangeiros voltaram a comprar ações no Brasil. Segundo operadores, há movimentação de aplicadores de fora alimentando as ordens de compra das ações com maior peso no Ibovespa. Essa atuação de hoje estanca saídas, que levaram a um saldo negativo de R$ 15 bilhões de retiradas líquidas até 18 de agosto.

Investidor internacional responde por cerca de 60% do giro diário de negócios na Bolsa brasileira. Por isso, quando esse investidor reduz exposição de forma rápida, falta comprador para absorver esse volume, e a correção acaba mais intensa. Por outro lado, quando esse grupo atua na ponta compradora, o viés é positivo para a Bolsa. Até o meio de abril, o saldo das aplicações do capital externo estava positivo em R$ 69 bilhões, quando o viés mudou.