Na ação judicial, advogados afirmaram que Trevino comprou em fevereiro de 2021 uma lareira de mesa da marca Colsen na Amazon. De acordo com a queixa, o produto explodiu em 17 de setembro de 2025, quando ele colocou mais combustível depois de a chama ter baixado.
Em pronunciamento à Justiça, Trevino afirmou que não esperava um risco desse tipo dentro de casa. “Eu nunca imaginei que um produto vendido para mim como ‘seguro e fácil’ faria isso comigo na minha própria casa. Minha vida inteira, meu trabalho foi tirar pessoas do perigo. Eu não posso desfazer o que aconteceu comigo, mas posso responsabilizar a Amazon para garantir que eles parem de vender produtos que são tão perigosos que podem alterar o curso da vida de alguém”, disse.
Além dos danos físicos, o processo menciona os danos materiais causados pela explosão. Segundo a ação, a iluminação decorativa e partes do gramado sintético da varanda derreteram, e o corrimão ficou chamuscado.
A marca citada no caso foi alvo de recall em 2024, segundo a ação. A queixa sustenta que a Amazon enviou avisos a clientes, mas com um alerta genérico de que o item “pode não atender aos padrões atuais de segurança”, sem detalhar o risco de queimaduras graves.
A Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA (CPSC, na sigla em inglês) emitiu em dezembro de 2024 um alerta para que consumidores parem de usar lareiras a álcool e outros combustíveis líquidos. O órgão citou risco de “flame jetting” (jato de chamas) durante o reabastecimento, além de perigo de incêndio, após relatos de duas mortes e dezenas de feridos com queimaduras graves.
O processo diz que, mesmo após recalls, produtos semelhantes continuam à venda. A ação também lista como rés Gusar, LLC e Colsen Fire Pits, LLC, além da Amazon.com. Os advogados alertaram que é ilegal revender ou distribuir itens recolhidos. A Amazon dos EUA não respondeu aos pedidos de comentários dos jornais locais.
