Como deve ser a inflação
Mercado financeiro prevê inflação em 4,90% no fim deste ano. O percentual corresponde a uma menor expectativa para o índice oficial de preços desde maio para o IPCA acumulado nos 12 meses finalizados em dezembro. Na semana passada, os analistas previam alta de 5,0% dos preços. Há quatro semanas, a projeção sinalizava alta de 5,02% do índice oficial de preços.
Nova estimativa surge após deflação registrada em agosto. A variação negativa de 0,32% do IPCA foi registrada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A deflação foi puxada pela queda de preços das tarifas de energia elétrica (-7,63%) e dos alimentos (-0,34%) na comparação com julho.
Previsão ainda indica que a inflação vai superar o teto da meta. Apesar dos recuos recentes, o índice deve fechar o ano acima do intervalo estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o índice oficial de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
Perspectivas apontam para aceleração dos preços em setembro. Após a deflação, os analistas projetam uma alta de 0,5% do IPCA neste mês. O efeito rebote da volta das cobranças integrais das contas de luz e os primeiros efeitos do El Niño sobre os alimentos são apontados como fatores que vão pressionar a inflação deste mês.
Analistas elevam expectativas de inflação para o ano que vem. Para 2027, as projeções apontam para alta de 4,30% dos preços da economia nacional, percentual 0,01% superior à expectativa da semana passada. Já para 2028 e 2029, as projeções permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
