Petróleo abriu a semana em alta. Impasse nas negociações para a reabertura da navegação no Estreito de Hormuz alimenta riscos de abastecimento global da commodity, dizem analistas. Por isso, a escalada das tensões no Oriente Médio amplia a aversão ao risco nos mercados, pressionando as Bolsas ao redor do mundo. O contrato futuro do barril do tipo Brent avançava 3,6% e era negociado a US$ 108,32 às 9h (de Brasília).
Decisões de juros nesta semana vão dominar atuação de agentes de mercado no Brasil e nos Estados Unidos. Na chamada ‘super quarta-feira’, os bancos centrais americano e brasileiro vão anunciar as respectivas taxas de juros de referência das duas economias após encontros de política monetária.
Nos Estados Unidos, predomina aposta de que o Fed elevará juros para conter a inflação. Indicadores de emprego fortes e alta de 0,4% nos preços ao produtor em agosto pressionam a política monetária. O Federal Reserve manteve a taxa na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano nos últimos cinco encontros, mas seus diretores sinalizaram preocupações com a inflação.
No Brasil, mercado financeiro prevê novo corte na taxa Selic. No mesmo dia, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central define a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Aposta quase unânime e de uma redução da taxa de 14% para 13,75% ao ano.
Apesar das apostas predominantes no alívio agora, quadro é de incerteza para os próximos passos da política monetária. A mediana das estimativas da última versão do Relatório Focus indica que a redução da taxa básica de juros na semana que vem será a última neste ano.
Na Bolsa, investidores testam fôlego do atual ciclo positivo. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 recuou na sexta-feira, mas manteve os ganhos acumulados desde 17 de agosto, da ordem de 12,5%.
