“Sim, é uma possibilidade fazer associação com outra marca para a produção” no Brasil, disse Sampaio, lembrando que na África do Sul, um importante mercado de exportação para a marca Jetour tem parceria com a japonesa Nissan.
Questionado se a Jetour está negociando com a prefeitura de Jacareí (SP) para ocupar uma fábrica de veículos ociosa da Caoa Chery, parada desde 2022, Sampaio não se manifestou.
A Jetour está programando investimento de R$400 milhões no Brasil até o final de 2027, cifra que não inclui produção local, disse Sampaio.
O executivo afirmou que assim como suas rivais chinesas, a Jetour “está com o pé no acelerador quase furando o chão” para se estabelecer no Brasil e se fixar na cabeça dos consumidores, que cada vez mais encontram opções de carros elétricos chineses, em sua maioria importados, recheados de recursos e preços atraentes.
No Brasil, além das marcas presentes há décadas no país, a Jetour disputa mercado com os grupos automotivos chineses BYD e GWM, que montaram fábricas próprias que antes eram ocupadas por outras montadoras; Geely, que comprou 30% de participação na operação brasileira da Renault; Chery (parceira da Caoa), GAC, Leapmotor, que tem parceria com a Stellantis no Nordeste; e Changan, outra parceria da Caoa.
“Há 146 marcas de carros na China…A competição é muito acirrada lá e isso traz margens muito complexas….Eles sabem que para ser mais competitivo têm que sair do país”, disse Sampaio.
