Seixas diz que o uso das canetas, antes mais restrito e cercado de tabu, tornou-se mais aberto e ganhou força no último ano e meio.
Esse boom vem há um ano e meio. Agora tem uma mega explosão. Se eu falar em 2026, é uma mega explosão. Todo mundo hoje fala ‘toma canetinha’. Tirou-se os tabus.
Ana Paula Seixas
A CEO conta que o desafio para o varejo é separar o efeito do “boom” do que vira hábito permanente. Na avaliação dela, a empresa precisa mapear como o consumidor muda ao longo do tempo e se mantém compras quando interrompe o remédio.
Eu entendo que daqui a pouco tudo se estabiliza, porque todo boom gera uma demanda, mas tudo vai se estabilizar, isso vai fazer parte da sociedade. Então, o que a gente vai ter que se adequar? Entender qual é a necessidade efetiva desse cliente, porque eles vão consumir por mais tempo, e o que ele vai mudando nessa trajetória de vida dele. A hora que ele parar de tomar, ele vai continuar consumindo? A gente precisa entender isso.
Ana Paula Seixas
Ela também aponta que a corrida por esse público já mexe com o portfólio de produtos. “Tudo é proteico”, diz, citando de milkshake a café com proteína, mas avalia que nem todas as categorias devem se sustentar à medida que o mercado amadurecer.
Além da alimentação, Seixas afirma que o efeito do emagrecimento rápido pode puxar demanda por itens de beleza e cuidados no “pós-emagrecimento”, como colágeno e produtos para cabelo e unhas. Para ela, o movimento lembra o que ocorreu com a cirurgia bariátrica, quando muitos pacientes recorreram a procedimentos estéticos depois de perder peso.
