Por que o Discord entrou na mira de autoridades
A Operação Lívia, ação policial coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio do Ministério da Justiça, mirou uma organização suspeita de aliciar crianças e adolescentes pela internet para violência psicológica, desafios extremos e automutilação. A ação foi motivada pela investigação da morte da adolescente de 13 anos em Naviraí e cumpriu sete mandados em cinco estados.
Polícia afirma que grupo recrutava jovens em situação de vulnerabilidade emocional e os colocava em grupos fechados. Segundo a investigação, depois de conquistar a confiança, os suspeitos submetiam as vítimas a coação, isolamento, humilhações e desafios de violência crescente, incluindo automutilação.
Equipamentos apreendidos na operação serão periciados para tentar identificar novas vítimas e outros integrantes. A polícia diz que a análise de evidências digitais já levou à identificação de uma segunda vítima em outro estado, com identidade preservada.
Janja citou o ECA Digital como base para cobrar responsabilização das plataformas. Ela disse que a norma, em vigor desde março de 2026, exige controle rigoroso de idade e remoção rápida de conteúdos ofensivos ou violentos.
ANPD abriu processo de fiscalização para apurar indícios de descumprimento de deveres previstos na legislação. A primeira-dama afirmou que o Discord não respeita o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
