Prévias apontam para a perda de força da atividade. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado um termômetro do desempenho da economia, avançou apenas 0,18% no segundo trimestre. No Monitor do PIB-FGV (Fundação Getulio Vargas), o crescimento estimado foi um pouco maior, de 0,3%.
Apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano.
Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB
Mercado reduziu novamente a expectativa de crescimento para 2026. No Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central, a projeção para a expansão do PIB neste ano caiu de 1,95% para 1,92%, na segunda redução semanal consecutiva. Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,5%.
Juros altos devem continuar freando a economia nos próximos trimestres. A inadimplência elevada, a restrição de acesso ao crédito e o patamar dos juros são citados entre os fatores que limitam a atividade. “Para interromper a sequência esperada de desaceleração, será necessário ir além de estímulos pontuais à demanda”, diz Roberto Luis Troster, coordenador do Cefeb/Fipe (Centro de Estudos do Endividamento das Empresas Brasileiras).
A combinação mais promissora [para estimular o crescimento] é um ajuste fiscal crível, com preservação do investimento público de alta qualidade, melhora da composição do gasto e condições para queda sustentável dos juros.
Roberto Luis Troster
O aperto monetário deve continuar retirando força do investimento, do crédito e do consumo financiado, com impacto relevante sobre o crescimento nos próximos trimestres.
Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos
