“Essa decisão valoriza também o entendimento do que é coesão partidária. A gente tem uma construção coletiva, inclusive para apoio a determinadas candidaturas. Mas a conduta do prefeito, ameaçando demitir pessoas porque não vão votar, fere o compromisso do PSB com a democracia. Isso é algo inegociável, não tem como permitir esse tipo de conduta”, diz o deputado estadual Carlos Lula, presidente do PSB no Maranhão.
Sobre as mensagens
A revelação das mensagens foi feita pelo site Metrópoles no último dia 7 e gerou forte reação do PSB maranhense. Elas teriam sido enviadas a servidores e postadas também em um grupo de WhatsApp.
As mensagens vieram junto a um convite para culto na Assembleia de Deus, realizado no último dia 4 na cidade. “Todos Flávio Bolsonaro. Quem votar em Lula, após a eleição, tá na rua”, dizia uma das mensagens.
Além disso, uma música que tem circulado na cidade também associa o voto como condição de permanência no emprego, dizendo “já vou avisar, quem não apoiar o Flávio, já pode arrumar a mala e ir pra obra”.
Já nas redes sociais, o prefeito postou recentemente agradecimento ao governo Lula. Em foto publicada em 14 de julho com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ele destaca que solicitou máquinas, investimentos em asfalto e projetos para fortalecer o desenvolvimento do município.
