Em março deste ano, a gestora americana Warburg Pincus anunciou um investimento de US$ 1 bilhão na Global Eggs. O investimento se deu por meio da aquisição de uma participação minoritária. A transação avaliou a companhia em US$ 8 bilhões, cerca de R$ 41,6 bilhões na conversão usada à época pela Forbes.
A ascensão empresarial de Faria começou com lavanderias e hoje também envolve negócios com fertilizantes e sementes. A Lavebras, fundada em 1997, foi o primeiro negócio bilionário do empresário. Atualmente, além da Global Eggs, Faria também é dono da Insolo, de produção agrícola de grãos, da Fertifar, do setor de fertilizantes, e da RCF Capital, que reúne seus investimentos.
O método Faria nos negócios
É por meio da estratégia de aquisições que Faria expande os negócios. Engenheiro agrônomo de formação, ele começou com a empresa de higienização de têxteis Lavebras, em 1997, e consolidou lavanderias regionais até ser adquirida em 2017, pela francesa Elis. Na Granja Faria, ele repetiu a fórmula com produtores de ovos. A partir da expansão, Faria partiu para a internacionalização com a holding Global Eggs.
A integração das empresas compradas se apoia em cultura comum e executivos locais. “O grande segredo de comprar empresas é ter a capacidade de replicar a cultura”, disse Faria em uma entrevista em 2020. Em cada aquisição, Faria busca manter equipes que conhecem bem o mercado. Os responsáveis pelas operações se tornam acionistas, em um modelo de sociedade ligado ao desempenho.
A Global Eggs ganhou escala mundial a partir de 2024. Criada em 2018, a Global Eggs, com sede em Luxemburgo, comprou o grupo espanhol Hevo seis anos depois. Em 2025, a Global Eggs fez sua maior aquisição: a da Hillandale Farms, que estava entre as cinco maiores produtoras dos Estados Unidos e tinha cerca de 20 milhões de galinhas. Atualmente, a holding produz cerca de 13 bilhões de ovos por ano, com meta de alcançar o volume de 15 bilhões de ovos até o fim de 2026.
