Berto e Tanaka entraram com cerca de R$ 450 mil, divididos em dois aportes, e tiveram papel fundamental na reestruturação da hamburgueria. “Reconstruímos a casa: ficha técnica, processo de cozinha, padrão de entrega. A Bruttus era uma casa de delivery. Virou uma marca. A gente comprou uma ideia boa e botou estrutura embaixo dela. A Bruttus que existe hoje é o que sobrou desse trabalho”, declara Judá Berto.
Mais de R$ 1 milhão investidos. “Fora os aportes, quase tudo que a Bruttus gera volta para a empresa: equipamentos, reformas, unidade nova. Nos últimos 18 meses, investimentos mais de R$ 1 milhão de capital próprio. Nunca pegamos investidores. Não é falta de oferta, é escolha. Quem cresce com dinheiro dos outros cresce no ritmo dos outros”, acredita Judá.
Hoje, a Bruttus tem duas unidades próprias. Uma fica em Osasco, com delivery e salão, e outra em Carapicuíba (SP), aberta em 2024 e que funciona somente com delivery. O salão deve ser inaugurado até o final do ano. “Cada nova unidade vai seguir o nosso método: valida primeiro no delivery e só depois inaugura o salão, enxuto e otimizado”, explica Judá.

Marca teve unidade na Praça da República, no centro de São Paulo. Operou por dois anos, até 2024. “A gente aprendeu que o centro de São Paulo tem uma conta própria: aluguel caro, custo fixo alto, um ponto de rua que só fecha a conta se o salão lotar todo dia. A Bruttus não é isso. Nossa cozinha foi montada para produzir e despachar com padrão. Segurar um salão no centro era pagar caro por uma coisa que a gente não faz melhor que ninguém”, diz.
Entrega até de madrugada. O delivery da Bruttus funciona até as 3h45 na loja de Osasco, de sexta e sábado. É um projeto-piloto. “Queremos saber quem come de madrugada aqui: quem está saindo da balada, quem faz turno da noite, quem chega em casa às 3h e não quer dormir com fome. O que a gente aprender nessas duas noites vai definir o horário das próximas casas”, diz.