Vasco responde à agência reguladora e defende legalidade da operação de venda da SAF
A resposta vascaína veio após solicitação feita pela ANRESF de informações a respeito do negócio — em mais de uma entrevista, tanto o presidente do Vasco, Pedrinho, quanto o investidor Marcos Lamacchia trataram a negociação como assinada entre as partes.
Apesar da manifestação do Flamengo pedindo que a agência analisasse o caso, a ANRESF se limitou a tratar diretamente com o Vasco e com os investidores interessados na negociação. Não há previsão da figura de terceiro interessado no escopo das regras do fair play brasileiro.
Neste momento, o Vasco se limitou a enviar documentos sobre a operação e defendeu que não há impedimento no negócio, que ainda não está concluído.
O processo ainda será analisado pela ANRESF, o que não vai ser rápido. Existem diversas etapas, tais como:
- Diligência, que se configura no pedido de informações sobre a operação;
- Análise das informações;
- Audiência com as partes para tratar do caso;
- Julgamento do mérito do caso. Existem duas instâncias, com duas turmas na primeira instância e três julgadores. Depois, plenário, em recurso;
- Se houver entendimento de que existe conflito de interesses, o que está em discussão neste caso em específico, o órgão regulador pode impor soluções para a aprovação do negócio.
Por enquanto, ainda não há discussões formais de alternativas ao negócio entre Vasco e Lamacchia — o pai de Marcos, José Lamacchia, é avalista do negócio. Ele é fundador da Crefisa e marido da presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
O Flamengo, em ofício anterior, argumentava que o Regulamento de Sustentabilidade Financeira veda que “qualquer pessoa, física ou jurídica, detenha, direta ou indiretamente, controle ou influência significativa sobre mais de um clube”. Marcos é filho de José Lamacchia e enteado de Leila Pereira, cujo mandato no Palmeiras vai até dezembro de 2027.
Fonte: ge
