BC (Banco Central) cortou a taxa Selic pela quarta vez seguida, para 14% ao ano. A manutenção do ciclo de reduções leva a taxa básica de juros ao menor patamar desde março de 2025 (13,25% ao ano). O novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic surge no momento de arrefecimento da inflação, apesar das incertezas com a guerra no Oriente Médio.
Ministro garantiu que a situação fiscal brasileira melhorou nos últimos anos. Durigan afirmou que as metas assumidas pela equipe econômica estão em andamento. “Nós fizemos uma transição em 2023 e nos comprometemos a zerar o déficit primário. […] Zeramos a partir de 2024 e, em 2025 e 2026, mantivemos essa estabilização”, disse ao afirmar que o rombo primário gerado pelo governo anterior foi extinto.
Quando a gente fecha a conta no fim do ano, estamos muito próximos de fechar esse resultado não devendo para ninguém.
Dario Durigan
Ele ressaltou que o compromisso fiscal é essencial para o presidente Lula. O ministro ressaltou que o bom desempenho das contas públicas é essencial para a manutenção das políticas sociais. “A responsabilidade fiscal é uma pré-condição para que se discutam outros temas mais importantes, como o desenvolvimento do país e o combate à desigualdade”, afirmou Durigan.
Dívida do governo aumentou para R$ 10,809 trilhões em junho. O resultado calculado pelo BC aponta que o atual endividamento equivale a 81,9% do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Durigan atribui a evolução à “rolagem” da dívida antiga, não ao descontrole. “O governo não está gastando mais do que arrecada”, observa o ministro.
Bloqueamos R$ 17 bilhões do Orçamento para a contenção de gastos, neste ano eleitoral, com guerra, tarifaço e interferência externa indevida.
Dario Durigan
