Se o crescimento de 1,3%, apresentado pelo IBC-Br no primeiro trimestre, tivesse se repetido nos demais trimestres do ano, a atividade em um ano teria avançado 5,3%.
Com a expansão de 0,2%, observada no IBC-Br do segundo trimestre, repetida nos demais três trimestres de um ano, a expansão econômica anual não passaria de 0,8%.
No primeiro trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 1,1%, pouco abaixo do IBC-Br do mesmo período. A pequena distância entre um resultado e outro ajuda a lembrar que os métodos de apuração de dados e cálculo dos dois indicadores são diferentes, mas suas trajetórias caminham geralmente na mesma direção e com igual intensidade.
Enquanto o PIB, apurado trimestralmente, reúne informações abrangentes e oficiais do efetivo comportamento da economia, o IBC-Br é uma aproximação, de base mensal, construído a partir de pesquisas do desempenho da produção dos grandes setores econômicos — agropecuária, indústria e serviços.
O breque observado no crescimento do segundo trimestre deverá ser ainda um pouco mais intenso nos dois trimestres restantes do ano. Projeções do departamento de pesquisa econômica do Bradesco, por exemplo, apontam resultados positivos, mas em níveis mais modestos, no restante do ano.
Depois do avanço já divulgado de 1,1% no primeiro trimestre, o PIB, de acordo com as previsões do Bradesco, deverá registrar crescimento de 0,4% no segundo trimestre e de 0,3% em cada um dos dois trimestres da segunda metade do ano. Com base nessas projeções, o PIB fecharia 2026 com expansão de 1,9% sobre a base de 2025.
