Fim da taxa das blusinhas não gerou demissões, diz estudo

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Fim da taxa das blusinhas não gerou demissões, diz estudo

Já setor de logística abriu mais de 15 mil novas vagas de trabalho somente no mês de junho. O diretor da LCA, Eric Brasil, diz que o emprego responde a fatores macroeconômicos e que o imposto não é o fator determinante nesse cenário.

O e-commerce internacional impulsiona novos empregos no Brasil. E o consumo das famílias brasileiras depende do acesso a produtos baratos, do estímulo à concorrência e do fortalecimento da infraestrutura logística e tecnológica. É preciso eliminar barreiras que interferem na previsibilidade de investimentos e retardam o desenvolvimento econômico e social no Brasil
André Porto, diretor-executivo da Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia)

Uma MP (Medida Provisória) do governo federal para derrubar o imposto aguarda confirmação do Congresso Nacional, que deve votar a pauta ainda hoje. O texto precisa ser votado até 8 de setembro, senão perde validade.

Apesar do apelido, a tarifa não atinge só roupas. Quando a taxa estava em vigor, todas as encomendas internacionais acima de US$ 50 recebiam imposto de 20%.

Setor produtivo pede volta do imposto

Produtores nacionais dizem que, sem o imposto, milhares de empregos e a economia do Brasil são ameaçados. Uma nota assinada em 7 de abril por 52 entidades do setor produtivo brasileiro, incluindo a CNC (Confederação Nacional do Comércio) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria), alerta que a taxa ajudou a criar 860 mil empregos diretos no comércio e 578 mil na indústria até o fim de 2025.