Durante o verão do Hemisfério Norte (inverno brasileiro), a maioria dos aviões de dois corredoras da companhia é direcionada para a Europa, que concentra a maior demanda. Quando a temporada europeia termina, essas aeronaves são redistribuídas para o Hemisfério Sul, onde competem com outros mercados também em pico, como Austrália e América do Sul.
“Uma vez que a cadeia de suprimentos comece a se resolver e você tenha mais aviões disponíveis, o cenário passa a ser outro”, afirma o executivo. Sobre o potencial turístico do país, Freig acredita que o Brasil já tem iniciativas relevantes de promoção turística, mas falta contar melhor a própria história. “Uma coisa que ajudaria é contar mais a história do que o Brasil oferece”, diz.
Ele destaca que o país tem riqueza e belezas naturais que poderiam ser comunicadas de forma mais eficaz, especialmente para ressonar com o público americano. Além da comunicação, o executivo defende uma revisão de todo o ecossistema de viagem para tornar o processo mais simples, independentemente da origem do passageiro.
“Toda vez que você consegue facilitar qualquer processo, isso ajuda”, afirma. Freig cita como exemplo os eventos de grande visibilidade, como o voo especial do Dallas Cowboys para o Rio de Janeiro em setembro para um jogo da NFL.
Segundo Freig, esse tipo de evento pode funcionar como porta de entrada para mostrar o que o Brasil tem a oferecer. “Você quer que os passageiros vão lá [ao Rio de Janeiro] não apenas assistir ao jogo da NFL. Você quer que eles vão e explorem o Brasil, ou que voltem para ver mais”, conclui.
Tecnologia para melhorar a viagem

