Quem tem a sorte de estar em posição de ajudar os outros recebe um verdadeiro presente por poder fazer isso Eddie Smith Jr., à revista Fortune
Prioridade de Smith era garantir que funcionários pudessem continuar carreiras sem incertezas. Esse compromisso ressoou com o funcionário de longa data Timothy Pittman, que trabalha na empresa há mais de três décadas. “Tenho um filho que trabalha aqui. Ele está aqui há dois anos e eu sei que, quando eu não estiver mais aqui, ele estará bem cuidado”, disse Pittman à WITN.
Tragédia familiar redefiniu planos originais de sucessão do negócio. O projeto inicial de Smith era deixar a empresa para o filho Chris, que faleceu em 2021 em decorrência de esclerose lateral amiotrófica (ELA), um ano após a morte de sua esposa. “Era o plano de Deus. Às vezes não entendemos. Estou ansioso para chegar ao céu e fazer algumas perguntas”, disse ao The New York Times.
Smith comprou a Grady-White Boats em 1968, aos 26 anos. A aquisição aconteceu após ele conhecer o cofundador Don White, que planejava fechar a empresa antes de sua oferta. Depois de receber um empréstimo de seu pai, Smith assumiu o negócio, segundo o Times.
Rotina exaustiva do fundador salvou a fabricante de barcos. Durante os primeiros anos de operação, o executivo trabalhava até 100 horas por semana e investia recursos próprios para manter a empresa aberta, que hoje acumula 50 anos consecutivos de lucratividade.
Modelo adotado pela marca Patagonia serviu de inspiração. O movimento de criar um fundo de finalidade perpétua foi influenciado pelo fundador Yvon Chouinard, que fez o mesmo em 2022. “Acho que há espaço para muito mais [filantropia] em nosso país”, disse Smith à revista Fortune.
