IPCA-15 acumulado nos últimos 12 meses volta a se aproximar do teto da meta. A prévia da inflação entre agosto de 2025 e julho deste ano foi de 4,52%, patamar apenas 0,02 ponto percentual acima da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para a inflação de 3% (de 1,5% a 4,5%) definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
Resultados contribuem para a perspectiva de nova queda dos juros em agosto. Os analistas do mercado financeiro avaliam que a prévia abre espaço para uma nova queda da Selic.
O ponto que mais chama atenção é a difusão: o indicador caiu de 60% para 48%. Ou seja, menos itens em alta, uma inflação que se espalha menos pela cesta. Temos, portanto, mais uma surpresa favorável às vésperas da reunião do Copom na semana que vem. Isso reforça o caso para mais um corte de 0,25 ponto. Paulo Gala, professor de Economia da FGV-SP
O IPCA-15 traz notícias positivas em meio a um ambiente complexo para o Banco Central, uma vez que as expectativas de inflação seguem subindo e o mercado de trabalho continua apertado.
Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg
BC (Banco Central) vai definir o novo patamar dos juros na semana que vem. Com o IPCA-15 como último medidor inflacionário, os diretores do Copom (Comitê de Política Monetária) se reúnem na próxima semana para definir o novo patamar da taxa Selic. Na ata do último encontro, quando os juros básicos foram reduzidos pela terceira vez seguida, para 14,25% ao ano, a autoridade monetária deixou o novo corte em aberto.
Resultado do IPCA-15 já se reflete nas taxas de juros praticadas nesta terça-feira. Rebecca Nossig, strategist da Nomad, diz que a prévia da inflação deu uma “forte injeção de otimismo” na abertura dos negócios. “O mercado de juros reagiu de forma imediata à desaceleração dos preços domésticos. Os DIs abriram a sessão em movimento firme de queda por toda a curva”, destaca ela.
