Nesse cenário, atenções dos mercados se voltam hoje para divulgações de índices de preços ao consumidor no Brasil e nos Estados Unidos. Nos dois mercados, os bancos centrais reúnem as respectivas diretorias para definir as taxas básicas de juros nas duas economias, em mais uma chamada “super quarta-feira” de política monetária.
Deflação em agosto no Brasil. A queda de preço das tarifas de energia elétrica e dos alimentos contribuiu para a deflação de 0,32% em agosto, mostraram dados divulgados hoje pelo IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplio). Com a variação negativa, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mantém a trajetória de desaceleração e segue no intervalo de tolerância da meta.
No Brasil, mercado aposta em mais um corte dos juros. Terça e quarta-feira, o Banco Central reúne o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Segundo os contratos de Opções de Copom negociados na B3, 95% dos agentes financeiros projetam um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, enquanto a chance de manutenção da taxa básica de juros é de aproximadamente 3,5%. Caso a expectativa predominante se confirme, a Selic passará dos atuais 14% para 13,75% ao ano.
Os dados das Opções de Copom mostram como o mercado ajusta suas expectativas à medida que a decisão do Banco Central se aproxima. Além de permitir que o investidor negocie cenários específicos para a Selic, o produto oferece uma leitura transparente sobre a percepção dos participantes em relação a cada reunião do Copom. Felipe Gonçalves, superintendente de Produtos de Juros e Moedas da B3
Corporativo
Ações da Petrobras seguem ajudando o Ibovespa. As ações PN (preferenciais a dividendos) e ON (ordinárias com direito a voto) da petroleira, que respondem por 12% do Ibovespa, voltaram a subir ontem, cerca de 1,5%, subiram ontem para as máximas em quatro meses, apurando ganhos da ordem de 30% desde 7 de julho. A alta do preço do barril e a política do governo de subsidiar os combustíveis em têm sustentado as margens da petroleira sem repasses de preços ao consumidor final, o que sustenta a demanda, apontam analistas.
