
Alimentos recuam pelo terceiro mês seguido. A deflação de 0,34% do grupo de alimentação e bebidas manteve a trajetória de queda registrada em julho (-0,67%) e junho (-0,24%). Em agosto, as principais baixas foram da batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).
Deflação não atingiu todos os alimentos no mês. Entre as altas do grupo de despesas, destacam-se os preços do leite longa vida (+1,78%), das frutas (+0,84%) e das carnes (+0,61%). A alimentação fora de casa ficou 0,36% mais cara, com as altas de preço das refeições (+0,18%) e dos lanches (+0,62%).
Preço dos combustíveis caiu 0,91% em agosto. A baixa foi estimulada pelas variações do etanol (-3,95%), do óleo diesel (-0,80%) e da gasolina (-0,59%). Na contramão, o gás veicular subiu 2,62%. No mês, a queda de 13,17% das passagens aéreas também contribuiu para a deflação de 0,86% do grupo de transportes.
Alta nas despesas pessoais impediu deflação maior. O IPCA mostra que os preços do grupo subiram 1,3%, resultado impulsionado pela alta no preço do cigarro (19,59%), que apresentou o maior impacto positivo no resultado do mês, o equivalente a 0,11 ponto percentual.
Alívio no bolso não persistirá em setembro. O efeito rebote da volta das cobranças integrais das contas de luz e os primeiros efeitos do El Niño sobre os alimentos são apontados como fatores que vão pressionar a inflação deste mês. As expectativas do mercado financeiro apontam para uma alta de 0,53% do IPCA em setembro, a maior para o mês desde 2021 (1,16%).
