A irmã de Gilman, Lexie Hudson, diz temer não voltar a vê-lo. “Estou preocupada que ele possa morrer”, afirmou em comunicado.
O Departamento de Estado dos EUA afirma estar profundamente preocupado com a saúde e a detenção de Gilman. Um funcionário do governo Trump disse que a administração fez contatos repetidos com autoridades russas para pedir o retorno dele aos Estados Unidos.
Prisão e acesso ao hospital
A mãe de Gilman não pôde visitá-lo no hospital, apesar de ter uma ordem judicial que permite o encontro, afirma Lebson. Autoridades consulares americanas e o advogado russo do ex-fuzileiro também não tiveram acesso à unidade de saúde, segundo ele.
Gilman foi preso em 17 de janeiro de 2022, após ser acusado de chutar um policial enquanto estava bêbado em um trem. A mídia estatal russa divulgou a acusação, mas Vladimir Gilman, pai do americano, afirma que o filho estava doente e atingiu o agente acidentalmente.
O ex-fuzileiro foi condenado inicialmente a quatro anos e meio de prisão, e a pena subiu para dez anos em 2024 após nova acusação de agressão a funcionários penitenciários. Lebson e Elizabeth Richards, da Foley Foundation, negam a acusação e dizem que Gilman sofreu tortura e recebeu drogas que alteram a mente na prisão. A embaixada russa não respondeu aos pedidos de comentário.
