Tensão aumentou após o fracasso das negociações entre Washington e Ottawa no fim de agosto. Com novas rodadas de tarifas e retaliações, o presidente Donald Trump impôs tarifa de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses e ameaçou elevar para 50% as tarifas sobre carros e autopeças do Canadá a partir de 1º de janeiro.
Governo canadense anunciou que vai dobrar para 50% as tarifas sobre aço e alumínio dos EUA. A medida começa a valer amanhã (8 de setembro) e amplia a lista de itens atingidos. “As novas tarifas dos EUA foram desenhadas para nos prejudicar e nos dividir”, afirmou o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
Na prática, o impacto tende a aparecer no bolso de empresas e consumidores de ambos os países. A incerteza já virou rotina para quem depende do fluxo na fronteira. Patenaude diz que clientes perguntam quanto vão pagar a mais, mas que, com as regras mudando, ele próprio não consegue estimar e avalia: “Tudo o que está acontecendo é político, pelo que eu vejo”, disse ele.
Tarifas podem chegar ao consumidor
Mesmo quem usa o Half-Way House precisa declarar as encomendas em um posto de alfândega a cerca de 30 metros do prédio. É nesse ponto que novas tarifas podem pesar mais, especialmente em itens antes cobertos por acordos de livre comércio, segundo a reportagem.
Economistas ouvidos pela CNN apontam que tarifas costumam ser repassadas em grande parte para preços finais. Joseph Steinberg, especialista em economia internacional da Universidade de Toronto, afirma que comunidades fronteiriças tendem a manter hábitos de compra apesar da retórica, “a menos que, Deus me livre, sejam forçadas a isso”, disse.
