R$ 7 bilhões
O corte de impostos e subvenções devem custar R$ 7 bilhões aos cofres públicos. A maior fatia desse montante, estimada em R$ 5 bilhões, será destinada para bancar o desconto de R$ 1 por litro de diesel durante este mês, dependendo do volume de adesão das empresas.
A desoneração da gasolina e os incentivos ao etanol completam o pacote de auxílio. O governo prevê um impacto de R$ 1,2 bilhão com a desoneração de PIS/COFINS da gasolina, além de um corte de R$ 0,19 por litro do etanol hidratado para garantir que o combustível vegetal continue competitivo.
A União terá o dinheiro. “A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, estimou Rogério Ceron, secretário executivo do Ministério da Fazenda. Esse valor deve cobrir as desonerações sobre gasolina e etanol. Para cobrir os R$ 5 bilhões do diesel, haverá crédito extraordinário. “A partir do momento em que ele [o crédito] for editado, no relatório bimestral, nós vamos ter que incorporar essa pressão”, concluiu.
As subvenções e cortes anteriores ajudaram a diminuir o preço dos combustíveis no Brasil nos últimos três meses. No período de guerra no exterior, o preço médio do diesel recuou 6% no país, enquanto na Alemanha o impacto internacional provocou uma alta de 25% no preço do mesmo combustível. Em relação ao período antes da guerra, no entanto, os preços estão mais altos.
O que muda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou hoje um decreto que reduz impostos da gasolina e zera as taxas do etanol. A medida vale de 10 de setembro a 9 de outubro deste ano.
