Na fase final, segundo o pesquisador da OpenAI Sebastien Bubeck, 10 mil agentes de IA – programas que operam de forma autônoma – estavam trabalhando no problema ao mesmo tempo, trocando mensagens entre si.
De acordo com Mark Chen, diretor de pesquisa da gigante da tecnologia, os custos de computação para o processamento durante esse processo chegaram “claramente a milhões de dólares”. Conforme o relato da OpenAI, os agentes chegaram a uma solução no sábado (05/09), cerca de 88 horas após o início do projeto. “É um marco significativo para a pesquisa em IA, e sua promessa para o mundo é que será possível responder a um número ainda maior de nossas questões mais complexas”, disse Chen.
A OpenAI afirmou também que não vai exigir o prêmio do Instituto Clay caso a conclusão do problema das equações de Navier-Stokes seja confirmada.
Houve plágio?
Após o anúncio da OpenAI, vários cientistas afirmam que a empresa teria utilizado, para a resolução, pesquisas de outros cientistas que ainda não haviam sido publicadas, as quais ela poderia ter acessado por meio da nuvem e de forma irregular.
A empresa alegou posteriormente que esses indícios estavam relacionados ao trabalho do pesquisador da Anthropic, Levent Alpöge, e do matemático da Universidade de Nova York, Tristan Buckmaster, que haviam avançado no chamado problema do Euler Forçado, também relacionado à dinâmica dos fluidos, mas distinto do problema de Navier-Stokes.
