Na comparação mensal, o PCE subiu 0,2% em julho. O avanço também superou as previsões e veio após queda de 0,1% em junho, que havia sido o resultado mais fraco desde abril de 2020.
Prévia do PIB do segundo trimestre manteve crescimento anualizado de 1,5%. A segunda estimativa confirmou a leitura inicial e mostrou que a economia norte-americana cresceu menos do que o esperado por analistas consultados pela FactSet, que projetavam 1,8%.
Chamou a atenção o crescimento dos gastos e da renda, ambos ligeiramente acima do esperado. Por um lado, isso é positivo, porque mostra a resiliência da economia americana. Por outro, reforça as preocupações com a inflação. Os preços de energia continuam pressionados, mas o principal destaque foi a inflação de serviços, que avançou 0,3% no mês. Esse componente tem menos relação com conflitos geopolíticos ou oscilações nos preços dos alimentos e está mais associado a uma inflação persistente e pegajosa. William Castro Alves, economista-chefe da Avenue
Fed manteve os juros na última reunião, mas debate sobre nova alta segue aberto. Em julho, o Banco Central deixou a taxa no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano, com três votos a favor de um aumento imediato de 0,25 ponto percentual.
Sinalização do Fed sobre próximos passos
A ata da reunião de julho indicou preocupação com a inflação e abriu espaço para aperto monetário. O documento registrou que muitos participantes avaliaram que um aperto na política monetária provavelmente será necessário se a inflação não recuar.
