Mercado do Chelsea: Dos 41 jogadores do elenco, quem pode deixar o clube?

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Mercado do Chelsea: Dos 41 jogadores do elenco, quem pode deixar o clube?

O Chelsea voltou a enfrentar um velho problema às vésperas do fechamento da janela de transferências. Mesmo após investir pesado em reforços para a temporada 2026/27, o clube ainda conta com 41 jogadores considerados do elenco principal e terá de acelerar uma verdadeira reformulação para atender ao plano do técnico Xabi Alonso.

Segundo análise do jornal inglês “BBC”, os Blues precisarão negociar 16 atletas até o início de setembro para reduzir o grupo a um tamanho considerado ideal. Sem disputar competições europeias nesta temporada, Alonso pretende trabalhar com um elenco mais enxuto e evitar manter jogadores sem perspectiva de utilização.

A necessidade de vendas também se encaixa na estratégia financeira adotada pelo clube desde a chegada do grupo BlueCo, que já arrecadou cerca de 1 bilhão de libras com negociações desde 2022, após investir aproximadamente 1,8 bilhão em contratações no mesmo período.

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Chelsea acelera reformulação do elenco

Apesar do elenco numeroso, o Chelsea entende que a base do time para a temporada já está praticamente definida. Nesta janela chegaram nomes como Morgan Rogers, Maxence Lacroix, Marco Palestra, Danny Welbeck e Jordan Henderson, enquanto o lateral-esquerdo Pep Chavarría também está perto de ser anunciado. Paralelamente, o clube já começou a abrir espaço no grupo.

O zagueiro Trevoh Chalobah acertou sua transferência ao Como por cerca de 31 milhões, enquanto o goleiro Filip Jorgensen defenderá o Strasbourg por empréstimo. Além disso, cinco jogadores sequer treinam com o elenco principal: Benoît Badiashile, Axel Disasi, Marc Guiu, David Datro Fofana e Caleb Wiley, todos autorizados a buscar um novo clube.

Xabi Alonso, novo técnico do Chelsea
Xabi Alonso, novo técnico do Chelsea (Foto: Mark Evans / AAP / IMAGO)

O setor defensivo concentra boa parte do excesso de jogadores. Xabi Alonso já afirmou internamente que pretende trabalhar com apenas quatro ou cinco zagueiros, mas atualmente possui nove opções para a posição.

Com isso, Disasi e Badiashile aparecem claramente fora dos planos, enquanto Mamadou Sarr deve ser emprestado para ganhar experiência. A tendência é que o grupo seja formado por Levi Colwill, Maxence Lacroix, Wesley Fofana, Tosin Adarabioyo e Josh Acheampong, embora o futuro do argentino Aaron Anselmino ainda dependa de uma definição do clube.

Nas laterais, o Chelsea também pode negociar Malo Gusto, avaliado em cerca de 75 milhões de libras, após despertar interesse do Manchester City. Reece James, um dos capitães, é o claro titular, apesar de sofrer com lesões.

Mesmo no setor de meio-campo, considerado um dos mais fortes do elenco, existem situações indefinidas. O Chelsea aceita discutir uma eventual venda de Enzo Fernández caso receba uma proposta próxima de 120 milhões de libras, enquanto Dário Essugo passou a considerar um empréstimo para atuar com mais frequência depois de uma temporada marcada por lesões.

No ataque, o clube também precisará tomar decisões importantes. Xabi Alonso pretende iniciar a temporada com apenas três centroavantes no elenco. Hoje, João Pedro e Danny Welbeck aparecem praticamente garantidos, enquanto Emmanuel Emegha, Nicolas Jackson e Liam Delap disputam o espaço restante.

Além disso, o retorno de Mykhailo Mudryk, após cumprir suspensão de 20 meses por ter testado positivo em um exame antidoping, acrescenta mais uma variável para o treinador administrar.

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Por que o Chelsea continua acumulando tantos jogadores?

Estêvão em pré-temporada do Chelsea na Ásia
Estêvão em pré-temporada do Chelsea na Ásia (Foto: Lo Ping Fai/Xinhua via Imago)

O elenco inchado não é uma novidade em Stamford Bridge. Ainda na era Roman Abramovich, o Chelsea chegou a manter mais de 40 jogadores emprestados simultaneamente, modelo que acabou motivando mudanças nas regras da Fifa sobre empréstimos internacionais.

Desde que Todd Boehly e a Clearlake Capital assumiram o controle do clube em 2022, a estratégia mudou, mas o princípio permaneceu semelhante: contratar jovens talentos, desenvolvê-los e gerar lucro com futuras vendas.

A compra do Strasbourg consolidou esse modelo de multipropriedade, facilitando o empréstimo e a valorização de jogadores. Um dos principais exemplos recentes foi Andrey Santos, adquirido por aproximadamente 12 milhões de libras e posteriormente vendido ao Manchester United por cerca de 50 milhões de libras.

Apesar do enorme investimento realizado nos últimos anos, o Chelsea ainda possui uma receita inferior a de outros integrantes do Big Six. A capacidade limitada de Stamford Bridge, a ausência frequente da Champions League, receitas comerciais menores e a dependência das vendas de atletas fazem com que negociar jogadores continue sendo parte essencial do planejamento financeiro do clube.

Agora, com apenas algumas semanas restantes na janela, os Blues terão de transformar esse planejamento em resultados concretos para entregar a Xabi Alonso um elenco mais enxuto e equilibrado para o início da temporada.