Verbas menores também atingem outros três ministérios. Perderam espaço na peça orçamentária encaminhada ao Congresso as pastas da Fazenda (-4,8%, de R$ 21,43 bilhões para R$ 21,35 bilhões), da Igualdade Racial (-3,4%, de R$ 191,9 milhões para R$ 186,4 milhões) e das Relações Exteriores (-2,16%, de R$ 5,67 bilhões para R$ 5,55 bilhões).
Previdência permanece com a maior liberação de recursos. A destinação de R$ 1,24 trilhão para a pasta envolve os pagamentos de benefícios sociais, além de aposentadorias e pensões e é 7,4% superior à reserva para este ano. Na sequência, aparecem os Ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social (R$ 324,28 bilhões), da Saúde (R$ 287,87 bilhões) e da Educação (R$ 246,23 bilhões), com altas de 7,7%, 10,3% e 5,6%, respectivamente.
Equipe econômica afirma que os valores ainda serão ajustados. Em nota, o Planejamento afirma que as comparações ainda refletem a ausência das emendas parlamentares que serão distribuídas entre os ministérios e só terão as alocações definidas durante a análise do Congresso Nacional até a formulação completa do Orçamento de 2027.
Contas públicas

Proposta para o Orçamento prevê superávit fiscal em 2027. O PLOA prevê um resultado positivo de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas do próximo ano, fruto de receitas líquidas de R$ 2,85 bilhões e despesas primárias de R$ 2,83 bilhões. Sem os gastos para o cumprimento da meta fiscal, o superávit ajustado é de R$ 83,4 bilhões, o equivalente a 0,56% do PIB (Produto Interno Bruto).
